Domingo, Setembro 21

27 Set - 19h - ADUBO ou A sutil arte de escoar pelo ralo




ADUBO
ou a sutil arte de escoar pelo ralo

“A importância do espetáculo ADUBO está no emocional e no preparo técnico dos quatro participantes que se entregam e se integram com absoluto comando cênico, com inteligência, talento, domínio vocal, corporal. Comoventes nesse jogo de ilimitada fé na sua vocação de interpretes.” Fernanda Montenegro, Rio de Janeiro, 16/03/2006


SINOPSE
A peça passeia pelo grotesco e o sublime, o cômico e o trágico. Formado por blocos que versam sobre a morte, o espetáculo encontra forte unidade no drama de uma criança que se revolta contra Deus após a morte de seu cão ainda filhote. ADUBO aborda um assunto controverso sob diversas óticas: pode ser através do lirismo patético de um suicida, da filosofia rasteira de um boteco, da dor inconsolável de uma mãe que perde o seu rebento ou mesmo da perplexidade de um cachorro chegando a um paraíso de flores amarelas.
O fundo da cena é um imenso quadro negro. Com giz branco, os atores desenham os espaços onde a ação acontecerá. Desenhos simples e fugazes criam diversos ambientes que se transformam ao longo do espetáculo. Com esse jogo de desenhar e apagar, o cenário trás em si a impermanência e transitoriedade de nossas próprias vidas.
A cena é um cinzeiro, um imenso cemitério de tocos de cigarro espalhados pelo chão. As guimbas servem de metáfora para tudo aquilo que há de finito, de morto, de extinto. Nesse ambiente decrépito, uma mesa e seis bancos definem o espaço central da peça: um bar, onde três bêbados e seu fiel garçom desfilam suas filosofias embriagadas e pueris. A partir desses ébrios, os atores se transformam em todos os outros personagens do espetáculo, mas sempre voltando ao bar, como os corpos que sempre tornam à terra. Junte-se a isso alguns instrumentos musicais que compõe o espaço sonoro e temos a cenografia de ADUBO.
Por tratar de tema universal, ADUBO ou a sutil arte de escoar pelo ralo é um espetáculo que fala diretamente a todos, jovens e velhos, néscios e sábios, independente de suas crenças ou cultura. ADUBO é democrático, tal como a morte.

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